Ver: Rainha do Deserto


Não, não é a Priscilla. A rainha desse deserto é a Gertrude Bell {interpretada pela linda Nicole Kidman}.

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Esse é um daqueles filmes biográficos que aparecem meio que de surpresa, daqueles que a gente assiste só por curiosidade e acaba se encantando.

Assisti Rainha do Deserto em dia que estava procurando um filme com a temática “deserto”. Digitei no Google “filmes com deserto” e dei uma olhada no que apareceu por ali. Peguei alguns títulos e joguei no Youtube para ver os trailers. Quando bati o olho em Rainha do Deserto, descartei os outros {poucos} livros da lista porque já tinha encontrado o que procurava – ainda mais quando vi que o filme era baseado em fatos reais. {Nunca, nunca subestime o poder encantador de um bom filme biográfico. Lições incríveis e para a vida inteira são aprendidas em alguns minutos. Definitivamente um dos meus gêneros favoritos.}

A história narra a jornada de Gertrude Bell, uma das mulheres mais fascinantes que já conheci. Escritora, viajante, política, administradora, arqueóloga, espiã, diplomata, alpinista, exploradora e “fazedora de reis”, Gertrude Lowthian Bell mapeou, com a ajuda de T.  E. Lawrence {mais conhecido como Lawrence da Arábia}, a dinastia Hachemita a se estabelecer onde hoje é a Jordânia. Também se devem a ela boa parte da definição das fronteiras do Iraque e a escolha do seu governante. Ela foi descrita como “um dos poucos representantes do Governo de Sua Majestade que é lembrado pelos árabes com algo que se assemelha a afeição”.

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“Nascida numa família dona de um império industrial na Inglaterra vitoriana, cedo decidiu questionar os limites que se impunham às mulheres oriundas de um meio tão privilegiado e protegido como o seu.” {fonte: Público}

“Bell fez de Bagdad a sua casa, ajudou a organizar as eleições e a escrever uma constituição, desenhou umas fronteiras um tanto ou quanto vacilantes com a Arábia Saudita e o Kuwait, fundou o Museu Nacional do Iraque e […] também acompanhou e persuadiu o rei Faisal, que fundou uma monarquia constitucional que durou de 1921 a 1958, algo impressionante para os padrões da região”, disse Christopher Hitchens, na revista norte-americana The Atlantic em junho de 2007.

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Já assisti ao filme duas vezes e, agora, escrevendo este post, estou com vontade de ver mais uma vez – o que provavelmente farei. A história de Bell, assim como a mulher que ela foi, é fonte de inspiração para mim. Tudo que ela conquistou serve de motivação para todos os meus desejos e sonhos ainda por realizar. E toda vez que penso que estou fazendo coisas demais e que deveria focar em apenas uma coisa só, lembro de Bell e sua incrível capacidade de ser tudo que queria ser ao mesmo tempo, e volto a sorrir, feliz por ser um pouco de tudo em uma só.

Gertrude Bell é uma daquelas pessoas feitas sob encomenda para a imaginação dos corações boêmios. E no meu coração, sua imagem viverá como uma enorme e poderosa presença; um exemplo a ser seguido.

Gertrude Bell

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