A vida fora das redes sociais 2


Você deveria tentar.

Eu fiz o teste. Foram 4 dias sem chegar perto do computador (parece pouco, mas acredite, para quem entra em abstinência isso é muito). E para ter certeza de que não cairia em tentação dando uma espiadinha no celular, desativei a minha conta no facebook. Férias do mundo cibernético. Para ser sincera, me limitei a acompanhar pelo instagram a viagem maravilhosa (e um sonho meu) de um amigo pela Europa. Fora isso, mais nada.

Depois de abandonar o meu notebook em um canto, fui fazer coisas mais “reais”, por mim e para mim. Redescobri minha paixão por livros – coloquei duas leituras paradas em dia e comecei um livro novo – e confesso que isso fez eu me sentir mais inteligente. Vai entender… Escutei músicas e me dei conta de que algumas eu gostava mais pela sensação causada pelas imagens no vídeo do que pela letra ou melodia. O meu nível de atenção com as pessoas e situações melhorou 90%. (Você pode até escutar o que alguém está falando enquanto mexe no celular ou no computador, mas a verdade é que você não presta atenção e é bem provável que quando o pobre coitado parar de falar, você largue um “ãh?“) Fiquei muito feliz em descobrir que não sou fisicamente tão preguiçosa quanto imaginava – acontece que ficar na frente do computador estava me consumindo muito. Com tempo de sobra, dei uma geral no apartamento, saí mais com o meu cachorro e percebi que essa é uma ótima maneira de me exercitar (e reforço aqui a teoria que diz que cachorros, além de ótimos companheiros, são uma forma de terapia). Eu até fui com uma amiga em um lugar lindo com direito a cachoeira e tudo… Visitar a Mãe Natureza é muito relaxante. Borboletas ainda me hipnotizam.

Fazia tempo que eu não tirava um tempo para o meu mundo real, e, principalmente, que não fazia a minha faxina mental. Por mim, juro que ficaria mais alguns dias ausente, mas, por motivos de força maior, eu tive que voltar antes do período programado (a minha vida profissional dependia disso, dá pra acreditar?). E hoje eu voltei para o mundo das redes sociais zerada, mas consciente de que, como tudo na vida, o uso tem que ser moderado.

a vida fora das redes sociais


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