Pode ser confuso mudar


O meu notebook tem sido meu companheiro nos últimos, sei lá, 6/7 anos, no mínimo. De lá pra cá, tivemos apenas um contratempo quando ele ainda estava na garantia e depois disso tudo foram rosas até recentemente quando ele resolveu entrar com o pedido de aposentadoria. Ele começou a travar, não responder, o teclado começou a falhar… tinha chegado a hora de dizer adeus ao meu companheiro de longa data, de grandes aventuras, de noites em claro. Nas últimas semanas fui a loucura com as manias de velho que ele desenvolveu e xinguei, chamei ele de nomes feios e até dei uns tapas nele. E ele ali, firme e forte aguentando tudo como quem diz “Eu sei que tu ainda precisa de mim. Só dá um desconto, eu não sou mais um garotão.” E não era mesmo. Eu sabia disso, mas insistia em empurrar com a barriga aos trancos e barrancos, tendo surtos psicóticos diante do pobre notebook pelo menos uma vez por semana.

Essa semana criei vergonha na cara, fiz alguns cálculos financeiros e comecei minha pesquisa para encontrar a máquina que substituiria meu velho companheiro na rotina diária. E então fui apresentada ao tal Windows 8. “Meu Deus, o que é isso? Como se mexe nisso? ” Não sei, mas vou aprender. Eu sempre aprendo. E sendo curiosa do jeito que sou, em dois dias já vou ter PhD em Windows 8.

Photo by Priscilla Du Preez on Unsplash

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Até me adaptar com a mudança, tenho certeza que ainda vou resmungar sobre alguma coisa como, por exemplo, estou fazendo agora em relação ao touchpad. É estranho, é diferente do meu antigo e não tá rolando uma comunicação bacana entre nós, sendo assim, vou comprar um mouse porque não quero ficar implicando com o novato, visto que ele está cheio de vontade de mostrar serviço. Além do mais, fora esse pequeno “não simpatizei“, ele está me conquistando no resto, embora eu ainda esteja completamente perdida com esse sistema operacional novo aos meus olhos e hábitos.

Às vezes a mudança acontece de modo gradual, às vezes de modo brusco e às vezes por livre espontânea pressão das circunstâncias. E o melhor que a gente pode fazer quando uma mudança acontece é nos adaptarmos. Seja com a tecnologia ou com a vida. Porque com a vida também é assim, não é mesmo? A gente, quando se depara com uma mudança, com algo novo, tende a se sentir desconfortável, querendo voltar aos antigos costumes. A gente demora a se adaptar ao novo e, às vezes, o novo assusta. Pode ser confuso mudar, mas é bom, ainda mais quando é necessário.

notebook

Este é o primeiro post que faço no meu notebook novo, e espero que seja o primeiro de muitos, pois ele está chegando junto com uma fase de vida nova pra mim. E eu quero escrever novas aventuras com ele (mesmo que agora a gente esteja se estranhando).

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