Fazendo Arte


Eu não sou nenhuma artista com diploma pendurado na parede, mas isso não me impede de colocar a mão na massa {no papel, na tesoura, na cola, na fita adesiva…}. Não preciso de licença para brincar de fazer arte e colocar a minha criatividade para funcionar.

Recentemente, fiz uma transformação na minha área de trabalho {me recuso a chamar este espaço de escritório já que, às vezes, ele parece um atelier e outras vezes um espaço sagrado}. Pintei todas as paredes de roxo, reformei minha mesa, transformei um rack em uma estante e dei uma cara nova – envelhecida – para um outro móvel com Betume. Foram necessários quatro dias e meio de muita bagunça, gritaria para espantar os gatos da tinta fresca, dor nos braços e nas costas e muita, muita diversão. Sério, estou realizada… sensação de estar em um ambiente completamente novo. E o melhor, emanando as minhas vibrações de amor, criatividade e aconchego.

Fora isso, vez ou outra sempre invento alguma coisa para fazer. Gosto de dar uma cara nova para coisas usadas; gosto de transformar coisas sem uso aparente em algo utilizável de novo. Então, sempre que surge uma caixinha de tele-entrega de hambúrguer linda na minha frente, por exemplo, já começo a matutar o que posso fazer com ela.

O mesmo acontece com o arco do abajur que estragou e virou enfeite/talismã com pedaços de fitas coloridas.

Seja o que e como for – com material reciclado ou novinho em folha –, fazer arte faz um bem danado para nossa mente. Alivia o estresse, mantém nossos pensamentos no momento presente, coloca o nosso corpo em movimento {mesmo que seja apenas uma pequena parte dele como as mãos, por exemplo} e ainda traz aquela sensação gostosa de “fui eu que fiz” quando o trabalho termina e fica lindo {e quando não fica tão bonito assim, vale lembrar que o importante é a diversão que o processo trouxe}.

Para mim, fazer arte é quase uma meditação. Às vezes {quando meus bichos estão dormindo enquanto coloco a criatividade para funcionar} fico tão concentrada na tarefa que esqueço de pensar, inclusive no que estou fazendo. E quando consigo fazer isso no silêncio ou com Loreena McKennitt tocando baixinho ao fundo então… Alfa se torna meu estado mental regular.

Mesmo que você não goste ou não tenha paciência para esse tipo coisa, é importante fazer algum tipo de “arte”. Não necessariamente algo tão explícito. Talvez, para você, fazer arte signifique encontrar desenhos nas nuvens. O que eu quero dizer é que faz um bem enorme deixar a nossa criança interior brincar de vez em quando, seja rabiscando numa folha, jogando futebol, criando um quadro de visualizações, lidando com plantas, cozinhando uma receita nova… qualquer coisa. Nossa mente precisa de estímulos constantemente para não se entediar, e a melhor maneira de deixar ela feliz é nos divertindo.

Então, saia da frente do computador, deixe aquela leitura para depois, esqueça de ver aquele filme ou aquela série pelas próximas horas, coloque o celular longe do seu alcance e vá produzir alguma coisa de útil e/ou divertida – mesmo que essa coisa fique apenas vagando pela sua imaginação {por enquanto}.

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