Escolhas


O que aconteceu com a fantasia? Onde foram parar os sonhos? Que fim tiveram os objetivos? Em que momento da história da humanidade o homem decidiu abaixar a cabeça e caminhar sem ver para onde estava indo? Por que as pessoas insistem em destruir a esperança? Quando foi que as pessoas deixaram de acreditar nelas próprias? O que aconteceu?

Ano passado, bem por esta época do ano, me fiz estas perguntas – todas, é claro, direcionadas exclusivamente para mim. Fiquei surpresa com a resposta quando ela finalmente apareceu – o que não demorou muito. O que aconteceu com as minhas fantasias, meus sonhos, meus objetivos, minha história, minha falta de esperança e fé em mim mesma, foi o seguinte: eu havia crescido, mas não amadurecido. Estava mais velha, sim, mas não era dona da minha vida. Eu vivia pelos outros, para os outros. Eu tinha me anulado completamente e nem tinha me dado conta.

Uma questão de escolhas

Não vou entrar em detalhes sobre a minha fase triste, revoltada e depressiva, mas vou dizer que foi apenas quando me calei, fechei os olhos e tapei os ouvidos é que comecei a ver com clareza. Foi quando decidi fazer o que me fazia sentir bem, em vez do que os outros esperavam de mim, que eu reencontrei a fantasia, os sonhos, os objetivos, que eu levantei a cabeça para ver para onde estava indo e ver se aquele era o caminho que eu queria trilhar, que eu me reconectei com a esperança e percebi que sou muito mais do que aquilo que por anos me fizeram acreditar. Antes eu sabia o que eu não queria, hoje eu sei o que quero. Antes eu seguia o fluxo da multidão, hoje eu trilho o meu próprio caminho, mais alegre e cheio de vida. Antes eu estava dormindo, agora eu estou acordada e vejo tudo o que acontece ao meu redor, e a vista é linda daqui.

Agora, as mesmas perguntas que me fiz ano passado faço novamente, mas em um outro nível, em um nível mais amplo.

Quando foi que o nosso povo decidiu ser submisso as vontades alheias?

E você? Onde você está agora é onde realmente queria estar?

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