Começando a viver


Quantas vezes você já se pegou sonhando acordado vivendo uma história que pode ser tanto um desejo de um futuro próximo que começa a se desenvolver quanto algo que não condiz em nada com a sua realidade? Quantas vezes você viu algum filme e pensou “Nossa, queria muito que fosse assim.” ou “Caramba, precisava fazer algo assim.“? Quantas vezes você leu um livro desejando que a sua realidade fosse aquela descrita ali? Quantos artigos sobre lugares maravilhosos você já leu se imaginando indo lá (seja lá onde este “lá” seja)? Quantas vezes você já desejou algo, qualquer coisa, com todo o seu coração?

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Eu já me vi em todas estas situações no mínimo umas cem vezes cada. Sério. Não to exagerando. E ouso dizer que até tenha sido mais de cem. Sempre desejando, nunca realizando. O que me impede? Provavelmente o mesmo que impede você de realizar os seus desejos. Medo. Incerteza. Insegurança. “E se…?” assombrando cada pensamento de liberdade que ousa passar pela sua cabeça.

Falando em liberdade… Você já reparou o quanto vivemos aprisionados? Ouso dizer que a grande maioria da população mundial vive presa no que eu chamo de “calabouço mental”. É tipo assim… você cresce em um determinado ambiente e tudo o que ocorre nele acaba influenciando as suas decisões. E a pior parte disso é que você acaba vivendo uma vida que não é a sua, mas, sim, uma vida vivida por todos, e que você, em razão de não conhecer “o mundo lá fora”, acaba aceitando como única opção porque acredita que “lá fora” coisas ruins aconteçam o tempo todo com pessoas bacanas como você, então é melhor ficar seguro e quieto no seu “calabouço” (que você nem tem consciência de que é uma prisão).

E, cara, a parte mais bosta disso tudo é que você pode, e provavelmente vai, passar a sua vida inteira sem saber o que é (e como é) viver de verdade. Porque eu sinceramente acredito que vida é aquilo que você vive de acordo com as suas próprias convicções e crenças, o contrário disso eu chamo de sobrevivência (leia-se: viver como dizem que deve ser). E quando eu vejo pessoas comemorando o fato de ser um sobrevivente neste mundo… nossa… eu sinto vontade de chorar, porque me recuso a aceitar a ideia de que essas mesmas pessoas acham que sobrevivência é sinônimo de felicidade. Não é. E tudo fica pior quando elas assumem que não são felizes e não fazem absolutamente NADA pra mudar a situação. Gente, por favor, vocês acham mesmo que o propósito do ser humano é sobreviver e ter uma vida menos que maravilhosa? Alguns de vocês devem estar retrucando “A vida não é fácil e nem tudo são flores.” Bom, se você acredita nisso, é exatamente assim que vai ser pra você. A vida é fácil, você é que vive no piloto automático e acha que isso é viver. E, sim, pode haver flores em todo o caminho, mesmo naqueles trechos mais escuros. Sou prova viva disto. Tudo é uma questão de ponto de vista, um pouco de fé e uma boa dose de otimismo.

deixe de sobreviver e comece a viver

Agora, voltando ao tema central… Eu, cansada de me ver sobrevivendo, depois de ler inúmeros artigos sobre lugares lindos que pretendia conhecer, depois de me ver nos meus personagens favoritos dos incontáveis livros que já li, resolvi escrever a minha própria história e desenvolver o papel de atriz principal do filme que chamo “Só Faço o Que Me Faz Feliz”. Talvez eu escreva um livro (ou dois ou três…), talvez eu faça parte de uma grande produção cinematográfica ou programa de televisão, talvez conheça o mundo com meus próprios olhos, talvez conheça pessoas que admirei minha vida inteira, talvez faça fortuna, talvez resolva que o mais bacana vai ser entrar para uma comunidade nômade, talvez eu encontre tudo o que sempre procurei… As possibilidades são infinitas a partir do momento em que aceito correr riscos e ver o que tem no mundo “lá fora”. E se eu fracassar, se der tudo errado e eu perceber que o meu coração sonhador foi longe demais e me levou até onde não deveria ter ido, vou dizer com orgulho que, pelo menos, eu tentei viver exatamente do jeito que sempre sonhei, e que tudo bem “voltar pra casa” porque eu posso recomeçar de novo, mas desta vez cheia de histórias vividas por mim pra contar. E essa é uma das belezas da vida, tudo pode ser criado e/ou transformado, basta um desejo latente.

adventure is out there

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